Bloco de Pedra e Pérola Negra

Prosperidade e sucesso numa relação que acaba de começar.


Nem a chuva e nem frio foram capazes de inibir a festa realizada ontem (16) às crianças na quadra da GRES Pérola Negra, na Vila Madalena.

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Ontem, o reduto de sambistas, deu lugar às crianças que fizeram a maior farra na cama elástica, escorregador inflável e piscina de bolinhas.

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E o Grupo Maracatu Bloco de Pedra estava lá, fazendo parte dessa festa que foi regada com o maracatu de baque virado. Fomos recebidos pelos mestres e professores da Escola, que ficaram na “primeira fila” assistindo a apresentação.

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O momento de maior emoção foi proporcionado pela nossa porta estandarte, Nanna (foto – Rogério Sant’Ana). Que no início da apresentação se emocionou e abraçou Guga Silviano. Momentos depois, lá foram eles saudar os dois estandartes: o do Bloco de Pedra e o da Pérola Negra.

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A apresentação foi um sucesso e o axé foi grande! O grupo tocou toadas próprias e toadas das nações Estrela Brilhante de Recife, Estrela Brilhante de Igarassu e da Nação do Maracatu Porto Rico.

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Agora, fica o convite para os sambistas/batuqueiros da GRES Pérola Negra irem se apresentar na nossa casa: a Escola Estadual Profº Antônio Alves Cruz. E que nesse dia nem a chuva e nem frio atrapalhem!

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Axé!

por Gustavo Nunes



Uma resposta a Bloco de Pedra e Pérola Negra

  1. marciolozano disse:

    Pessoal, essa apresentação foi muito axé! Se eu contasse para alguém que não foi seria assim:

    Chegamos com os tambores, estandarte e cerca de 50 pessoas, o pessoal da escola nos recebeu super bem e tratou logo de buscar e hastear a bandeira da escola (ou pavilhão como se diz no samba). Ficaram ali, lado a lado repousando as duas flamulas, apoiadas por um suporte de ferro, como se observassem os tambores, os batuqueiros e as crianças que corriam de um lado para o outro freneticamente.

    Foram chegando os batuqueiros da escola e outros brincantes, num canto uma mesa com material reciclado para produção de brinquedos ou adereços, não sei bem, noutro um carro de som e distribuição de saquinhos com doces para as crianças. Dois homens instalavam duas divisórias, outros dois colocavam as mesas na calçada e outras tantas pessoas realizavam diversas tarefas. Vez por outra, alguém se aproximava do estandarte do bloco e do pavilhão da escola e, em reverência, beijava de maneira solene as bandeiras. Era um clima de reforma e churrasco de final de semana, de organização de festa e arrumação da casa.
    Esperamos algum tempo e de repente o Mestre Bola chegou: um homem negro, alto, de semblante tranquilo e olhar firme. Cumprimentou o Guga e logo tratou de também reverenciar as bandeiras, era quem aguardávamos, o sinal para começar.

    Fizemos a roda ali mesmo, na frente de todos, como se o papo antes de tocar fosse também a parte que o público pode ver. E podia! Era mesmo como estar na casa de alguém que conhecemos há bastante tempo.

    Os batuqueiros (alfaias, caixas e gonguê) se organizaram em uma espécie de arquibancada, no chão ficaram os agbês, a dança, apiteiro e porta-estandarte. Em seguida ficou o público, que tinha na primeira fila o mestre e ritmistas da escola comentando e observando atentamente cada baque, além da chefe da ala das baianas que, depois de algumas músicas, tratou de providenciar uma saia e se juntar às dançarinas e dançarinos.

    O som dos tambores ecoou pelo telhado de zinco e pelas paredes cobertas de tecidos coloridos e outros adornos. Os batuqueiros estavam cansados por conta da apresentação realizada pela manhã e ligeiramente nervosos com a responsabilidade, mas era possível ver em seus semblantes a determinação e a força para sustentar o baque: pesado, forte, as vezes lento, as vezes rápido, sempre encantador.

    O público aplaudiu sempre e algumas pessoas se emocionaram durante a apresentação, especialmente a Nana que também frequenta a Pérola Negra. Já as crianças: essas continuaram correndo e pulando sempre, como se o escorregador inflável e a cama elástica fossem a sétima maravilha!

    Ao fim, agradeçamos todos da escola e entre abraços e sorrisos ficou um clima de “tamo em casa”, “chega mais outras vezes”.

    Obrigado Perola Negra!

    Obrigado Maracatu Bloco de Pedra!

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