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Guga (à dir.) e Shacon Viana (foto Gleds Lima), visita o Projeto Calo na Mão no Colégio Antônio Alves Cruz.
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Neste último sábado (17), o Projeto Calo na Mão teve como atividade sua 3ª aula no curso de introdução ao maracatu, repassando os baques de marcação e imalê, somados com as convenções. A nova turma é muito dedicada, o conteúdo passado têm sido absorvido com facilidade e os exercícios já tomam corpo de toada.
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Na oficina aberta, que vai das 15h às 17h, foi puxado o “esquenta” e três loas do Grupo Maracatu Bloco de Pedra. Logo depois, foi pedido as timbas para começar as loas da Nação do Maracatu Porto Rico.
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Quando Guga começa: “Nagô, Nagô, nossa rainha…” – Shacon Viana, mestre da Nação Porto Rico, entra na quadra do Alves, e Guga continua: “Pra quê puxar a loa, se o próprio mestre da Nação tá aí!”, descreve Flávia Fratin.
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Foram mais ou menos 7 toadas do Porto Rico puxadas por Shacon ao longo da oficina, dentre elas Na Força do Machado, destaque do carnaval 2012 em Recife entre a Nação. Guga aproveitou e cantou Homenagem ao Shacon, loa composta por Marcio Lozano e O Bloco de Pedra Sou Eu, feita pelo Mestre em retribuição à homenagem.
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Conheça a loa Na Força do Machado no Youtube, clique aqui.
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As loas Homenagem ao Shacon e O Bloco de Pedra Sou Eu, clique aqui.
Veja um pouco do que rolou no Projeto no último sábado neste filme de Francisco Schuller Isensee, clicando aqui.
Axé!
por Gustavo Nunes
]]>no dia 29/02/11 o Grupo Maracatu Bloco de Pedra completa 6 anos! De presente recebemos por email do Felipe Romano do Quiloa, um vídeo do Baque Mulher, grupo dirigido pela Mestra Joana que também dirige o batuque da Nação do Maracatu Encanto do Pina.
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Vejam o vídeo!
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Boa tarde pessoal,
Neste domingo (22/08/2010) o Maracatu Bloco de Pedra realizará um cortejo no Parque do Ibirapuera em comemoração aos 56 anos do parque a convite do Museu Afro. Com muita satisfação estamos divulgando as informações para os integrantes e todas as pessoas que queiram prestigiar este grande evento. Lembrando que especialmente nesta apresentação levaremos além do Estandarte do Maracatu Bloco de Pedra e do Museu Afro, 2 Estandartes de Nações de Maracatu e 2 Calungas do acervo do museu, ou seja, responsabilidade com a tradição e festa bonita!
Aos Integrantes do Bloco de Pedra:
Chegada no Alves: 09H00
Transporte: Teremos dois ônibus exclusivo para integrantes, o desembarque será no portão 10.
Camarim: Teremos um camarim onde deixaremos os nossos pertences e teremos uma breve conversa.
Teremos água durante o percurso do cortejo.
Figurino: Camiseta Vermelha e Calça/Saias Brancas conforme o padrão do grupo.
Inicio do cortejo: 11H00
Término:12H30
Sobre o Museu Afro
O Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, vinculado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro africana, assim como a difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais.
Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo de mais de cinco mil obras. Parte das obras, cerca de duas mil, foram doadas pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor Curador do Museu.
A Biblioteca do museu, cujo nome homenageia a escritora, Carolina Maria de Jesus, possui cerca de 6.800 publicações com especial destaque em uma coleção de obras raras sobre o tema do Tráfico Atlântico e Abolição da Escravatura no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos. A presença negra africana nas artes, na vida cotidiana, na religiosidade, nas instituições sociais são temas presentes na biblioteca.
O museu mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece; um Núcleo de Educação com profissionais que recebem grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. Através do Núcleo de Educação também mantém o programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade”, atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas.
Localização
Endereço:
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº
Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega
Parque Ibirapuera – Portão 10
04094-050 – São Paulo – SP
Fonte:museu afro
Sobre as Calungas
CALUNGAS
| A BONECA É DE CERAUm dos elementos sagrados do maracatu é a Calunga, também chamada de boneca, sempre presente ao cortejo das nações africanas, do qual se originou o nosso maracatu. Segundo esclarece Alberto da Costa e Silva 1: “Mantendo-se em segredo, os vínculos entre grupos ambundos, num segredo auxiliado pela ignorância dos senhores de escravos, tinham os chefes vendidos [escravos] de mostrar a fonte do seu poder – e já agora também penhor de unidade do grupo ao Brasil -, a calunga”. |
Para a calunga “Dona Emília” eram dedicadas as maiores atenções. A ela era entoada a primeira toada, referida acima, na cerimônia também denominada de “a dança da boneca”. A ela também eram consagrados os cânticos mais fortes: é essa principal boneca levada à porta da igreja de Nossa Senhora do Rosário; com ela o Maracatu Elefante dança diante dos terreiros (de xangô) visitados. É nas canções oferecidas a Dona Emília que os músicos executam o ritmo de Luanda – o toque “para salvar os mortos” ou eguns. 2
“Dom Luís”, segundo Guerra Peixe, representa “um rei africano”, sendo por isso considerado como “Rei do Congo” pelos membros do grupo, bem de acordo com a interpretação recente de Alberto da Costa e Silva (op. cit.); numa clara referência aos primórdios do folguedo, coincidindo com a crença de que os poderes da Calunga estariam ligados aos seus ancestrais africanos, como bem enfoca esta loa: “A bandêra é brasilêra/ Nosso reis veio de Luanda / Ôi, viva Dona Emília / Princesa Pernambucana”. fonte:maracatu.org.br
Calungas Expostas no Museu Afro
Esperamos você lá!
Axé
]]>Por ora é só, se alguém perder esse post de vista ele estará na categoria Letras de Toadas.
Abs!
Amarelo Ouro
(Marcio Lozano)
Amarelo ouro,
branco Candomblé…
Quem é que sabe dizer: o que é, o que é!
Amarelo ouro,
branco Candomblé…
Quem é que sabe dizer: o que é, o que é!
Pra brincar esse Maracatu,
vem seguindo a multidão.
É mais forte o meu baque virado,
é mais belo o meu pavilhão!
Pra brincar esse Maracatu,
vem seguindo a multidão.
É mais forte o meu baque virado,
é mais belo o meu pavilhão!
Homenagem ao Chacon
(Marcio Lozano)
Esse baque é lento,
foi Chacon que ensinou.
É chamado o baque das ondas,
assim ele chamou.
Esse baque é lento,
foi Chacon que ensinou.
É chamado o baque das ondas,
assim ele chamou.
Esse baque vem de além mar
foi trazido por Nação Nagô.
Esse baque é de Orixá,
é toque de tambor.
Esse baque vem de além mar
foi trazido por Nação Nagô.
Esse baque é de Orixá,
é toque de tambor.
Deixa o tambor ecoar
se espalhar na imensidão,
que esse toque é pra lembrar
a força da tradição.
Deixa o tambor ecoar
se espalhar na imensidão,
que esse toque é pra lembrar
a força da tradição.
Lá em casa
(Marcio Lozano)
Lá em casa eu faço bombo,
feito negro fez um dia.
Pra replantar a semente
dessa gente,
gente minha.
Lá em casa eu toco bombo,
feito negro fez um dia.
Pra replantar a semente
dessa gente,
gente minha.
Lá em casa eu deixo a porta
sempre aberta é só chegar!
Com humildade, respeito e
coragem pra ficar.
Lá em casa eu canto a história
que negro viveu um dia.
Pra replantar a semente
dessa gente,
gente minha.
Mãe África (Meu Maracatu chegou)
(Marcio Lozano)
Meu Maracatu chegou
pra arrastar a multidão.
Tem a força do tambor,
feito prece e oração.
Meu Maracatu chegou
com a força e o poder,
que Mãe África deixou
pra gente se entender.
Tem um baque que é forte,
que aponta o norte, a nossa intenção…
Tem o rumo da gente
soprado no apito do meu capitão.
Tem um baque que é forte,
que aponta o norte, a nossa intenção…
Tem o rumo da gente
soprado no apito do meu capitão.
Menina da Saia Rodada
(Vinicius Pereira)
Menina da saia rodada
balança que eu quero ver.
Essa tarde eu bato bombo forte,
só pra te ver!
Menina da saia rodada
balança que eu quero ver.
Essa tarde eu bato bombo forte,
só pra te ver!
Nossa Bandeira
(Marcio Lozano)
Eu vou subir nossa bandeira
no alto da antena pra mostrar,
onde fica nossa casa,
onde é nosso lugar.
Eu vou subir nossa bandeira
no alto da antena pra mostrar,
onde fica nossa casa,
onde é nosso lugar.
De longe vai dar pra ver.
Bandeira!
Hasteada no topo do Ilê.
De longe vai dar pra ver.
Bandeira!
Lá no alto do Ilê.
O Bloco de Pedra Sou Eu
(Chacon Viana)
Sou eu, sou eu,
o Bloco de Pedra sou eu!
Sou eu, sou eu,
o Bloco de Pedra sou eu!
Chega minha gente
pode vir tocar,
no baque parado
das ondas do mar.
Chega minha gente
pode vir tocar,
no baque parado
das ondas do mar.
Quando eu toco o tambor
é pra todos dançar,
no baque parado
das ondas do mar.
Foi o Mestre Shacon
quem pediu pra tocar,
no baque parado
das ondas do mar.
É no baque parado
e no baque nagô,
chega meu povo,
tocando tambor.
É no baque parado
e no baque nagô,
chega meu povo,
tocando tambor.
Oleruê, Oleruá!
(Marcio Lozano)
Oleruê, oleruá!
Oi se atenta meu povo, se atenta,
pra essa loa que eu vim cantar.
Oi se atenta meu povo, se atenta,
pra essa loa que eu vim cantar.
É de baque virado,
essa loa!
É de baque virado,
essa loa!
É de Maracatu…
Voz dos antepassados que ecoa!
É de baque virado,
essa loa!
É de Maracatu…
Ó Pai
(Vinicius Pereira)
Ó Pai hoje eu peço ao senhor!
Ó Pai hoje eu peço ao senhor!
Proteja o meu Maracatu,
proteja o meu Maracatu.
Que é de baque virado,
vem pedir proteção.
Vou bater nesse bombo
de ombro marcado,
de rasgo na mão.
Vou bater nesse bombo
de ombro marcado,
de rasgo na mão.
Raiou o Sol
(Marcio Lozano)
Eu vi nascer um novo dia
de alfaias e luzes no olhar.
Eu vi nascer um novo dia
de alfaias e vozes a cantar.
Eu vi nascer um novo dia
de alfaias e luzes no olhar.
Eu vi nascer um novo dia
de alfaias e vozes a cantar.
Raiou o sol!
Raiou o sol,
ao som do meu tambor
raiou o sol!
Raiou o sol,
ao som do meu tambor
raiou o sol!
Vem Subindo a Ladeira
(Marcio Lozano)
Vem subindo a ladeira, vem lá!
Vem subindo a ladeira, vem lá!
Olha o Bloco de Pedra,
vem quem quer brincar.
Olha o Bloco de Pedra,
vem quem quer brincar.
Chegou, chegou!
Chegou de lá…
Vai ter tambor, ó cambinda,
pra gente brincar.
Chegou, chegou!
Chegou de lá…
Vai ter tambor, ó cambinda,
pra gente brincar.
******** Opa! Conforme tinha prometido abaixo segue o link para as fotos tiradas pelo Ernani e algumas das toadas que gravei com o gravadorzinho de mão (obrigado ao Claudio que emprestou o gravador).
Continuem deixando seus recados e impressões!
Musicas: clique nos nomes e ouça as músicas:
Esse é Bloco de Pedra e o Projeto Calo na Mão
Você também pode baixar todas as musicas clicando aqui
Fotos
Clique aqui para ir ao Flickr e ver todas as fotos da viagem tiradas pelo Ernani
E por fim algumas das fotos do Ernani só pra dar um gostinho!
]]>Já a partir do dia 8 daremos seqüência ao estudo das Nações, estudando a Nação Porto Rico, então dêem uma boa vasculhada no Blog do Porto Rico que tem vídeos, loas e músicas para serem baixadas, histórico da Nação e muito mais. Este ciclo vai durar 4 fins de semana e logo no segundo, dia 15 de Novembro, teremos a Sessão Caldinho de Feijão, com vídeo sobre o Porto Rico.
Visita do Mestre Shacon ao Bloco de Pedra este ano. Fotos do Ernani Baraldi, parte do projeto Fotografo Urbano.
]]>Mãe África (Meu maracatu chegou) (Marcio Lozano)
Meu maracatu chegou
pra arrastar a multidão.
Tem a força do tambor,
feito prece e oração.
Meu maracatu chegou
com a força e o poder,
que Mãe África deixou
pra gente se entender.
Tem um baque que é forte,
que aponta o norte da nossa intenção,
tem o rumo da gente
soprado no apito do meu capitão.
Lá em casa (Marcio Lozano)
Lá em casa eu faço bombo
feito negro fez um dia,
pra replantar a semente,
dessa gente…Gente minha.
Lá em casa eu toco bombo
feito negro fez um dia,
pra replantar a semente,
dessa gente…Gente minha.
Lá em casa eu deixo a porta
sempre aberta, é só chegar!
Com humildade, respeito
e coragem pra ficar.
Lá em casa eu canto a história
que negro viveu um dia,
pra replantar a semente,
dessa gente…Gente minha.
Nossa bandeira (Marcio Lozano)
Vou subir nossa bandeira
no alto da antena pra mostrar,
onde fica nossa casa,
onde é nosso lugar.
De longe vai dar pra ver.
Bandeira!
Hasteada no topo do Ilê.
De longe vai dar pra ver.
Bandeira!
Lá no alto do Ilê.
Homenagem ao Shacon (Marcio Lozano)
Esse baque é lento
foi Shacon que ensinou,
é chamado baque das ondas,
assim ele chamou.
Esse baque vem de além mar
foi trazido por Nação Nagô.
Esse baque é de Orixá,
é toque de tambor.
Deixa o tambor ecoar
se espalhar na imensidão,
que esse toque é pra lembrar
a força da tradição.
Menina da saia rodada (Vinicius Pereira)
Menina da saia rodada
balança que eu quero ver,
essa tarde eu bato bombo…
Forte! Só pra te ver.
* OBS. Na primeira versão era “Morena da saia rodada”
Com licença o de casa (Vinicius Pereira)
Com licença o de casa,
pro meu baque aqui passar.
Passou… passou…
Passa o meu baque virado!
Meu pai com calma (Roberta)
Meu pai com calma
apagou o pito,
pegou o apito
e chamou o abê.
Gonguê e caixa
sustenta a toada,
pra Alfaia ‘moê’.
Mas olha só quem chegou,
foi preto velho quem chamou,
o menina vem pra cá
pro Maracatu vem batucar.
Vem subindo a ladeira (Marcio Lozano)
Vem subindo a ladeira vem lá,
Vem subindo a ladeira vem lá,
Olha o Bloco de Pedra vem quem quer chegar!
Olha o Bloco de Pedra vem quem quer chegar!
Chegô, chegô,
Chego de lá, vai ter tambor oi cabimda pra gente brincar!
Chegô, chegô,
Chego de lá, vai ter tambor oi cabimda pra gente brincar
]]>Oh! senhora do Rosário a sua casa cheira
cheira cravo, cheira rosa cheira a flor de laranjeira
Samba lêlê tá mutá ooh!
viemos de Luanda
oh! minha gente vem ver o Leão onde anda
Nessa casa diamante aonde o Leão entrou
palavra rei medalha medalha pro governador
olê olá negrada olha a linha
sustenta essa pisada nosso rei nossa rainha
lanceiro sentido somos de Minas Gerais
a licença foi tirada pelo barão de Caxangá
Esse maracatu foi fundado em 1863
codinome Leão Coroado passado e glorias nunca se desfez
é o maracatu mais antigo, pois nenhum museununca lhe acolheu
nós somos de nação germam semente africana Xangô pai nos deu
olha a costa veia
é nagô ifã
Leão Coroado é nação german
Onde estão nossas origens,
Que a história não registrou?
Onde estão nossos heróis da história,
E com passado de glória, com destemor?
Entre os grandes heróis, mostramos,
Que o líder maior, Zumbi.
Nunca foi o bicho mau da história,
Que muitas vezes na escola,
Com medo ouvi.
Viva treze de Maio,
“negro livre no Brasil”.
Mas ao bem da verdade,
Foi um “primeiro de abril”.
SE É BÀBÁ (XEU ÊPA BÀBÁ– Shacon Viana
Oxalá meu pai
Tenha pena de nós, tenha dó
Salve a Nação Porto Rico
Que seus poderes são maior
A Nação de Porto Rico
Vem trazendo todos os santos
Vamos homenagear
De Êxum a orixalá
Bate o agonguê, toque o ijexá,
Bate o agonguê, canta Xêuêpa Babá.
SALVE OS BATUQUEIROS – Shacon Viana
Bate o bombo no terreiro,
Chamando os filhos pra dançar.
Salve, salve os batuqueiros,
Porto Rico vai passar.
Da licença meu senhor,
Da licença minha senhora,
Da licença eu vou passar,
Que os trovão já vão embora.
Salve Deus minha Nação,
Que aqui se consagrou,
Salve o povo de Luanda,
Só um adeus que eu já me vou.
CANTO PRA XANGÔ OMULÚ– Shacon Viana
Surgiu um grito nas pedreiras,
“kawo, kawo, kabé, se ilê”,
bate o bombo na aldeia.
Chamando os filhos de fé.
Eu sou filho de Nanã,
Quem me chamou foi Yemanjá.
Porto Rico tem um baque,
Baque das ondas do mar.
BAQUE DAS ONDAS– Shacon Viana
O feitiço da bruxa de pano,
Boneca de cera vamos respeitar
Porto Rico que vem de Luanda,
Segure o baque das ondas do mar.
Salve Xanô nas pedreiras,
Oxósse na mata, Oxum na cachoeira.
Odó Mió! Yemanjá.
Segure o baque das ondas do mar.
Vem chegando Nanã e Omolú,
Ossain e as folhas, salve Obá!
A rainha que é Yansan,
Segure o baque das ondas do mar
É das ondas do mar (êo)
É das ondas do mar (e laia)
É das ondas do mar
Segure o baque das ondas do mar
Pout Pourri – Nas águas verdes do mar
Nas águas verdes do mar,
Vi um barquete bonito
Quando o farol deu sinal,
Eu avistei Porto Rico.
Se meu povo está em guerra
Yansan vem lê salvar
Salve o povo de Olorún
Êpahei! Chegou Oba!
Atotô a Omolú,
Pra curar todos feridos.
A Yêeu, mamãe Oxum,
Com seu canto e muito brilho.
É Ogum nosso guerreiro,
É Oxósse o caçador.
Esse é o baque de guerra,
Salve o povo de Olorún.
MEU BAQUE É LENTO
Meu baque é lento,
Vem das ondas do mar.
Vou levar flores,
Pra minha mãe, Yemanjá.
Toca o aljá pra Xangô,
Tca o Ijexá pra Oxalá.
Oxum é a Deusa do Ouro,
Princesa dos orixás.
NOITE DO DENDÊ– Shacon Viana
Chega meu povo, corre pra ver,
Nação Porto Rico e a noite do Dendê.
Em 1914, fiz a noite do Dendê,
Em 1914, fiz a noite do Dendê.
Tocando ilu pelo terreiro, só pra ver o chão tremer.
Tocando ilu pelo terreiro, só pra ver o chão tremer.
Vamos cantar minha gente,
Nessa noite eu quero ver.
De Exu a Orixalá,
Batendo baqueta, quebrando o Dendê.
ELIZABETH A RAINHA – Shacon Viana
Ela é a minha madrinha,
Elizabeth a rainha acabou de chegar.
Toque um egó, batuqueiro.
A que nesse terreiro, pra ela dançar.
É pra ela dançar, é pra ela dançar,
Toque um ego batuqueiro,
A que nesse terreiro pra ela dançar.
NAÇÃO GUERREIRA
Oh Porto Rico, Nação guerreira.
Nação verdadeira de muito valor.
Bate o bombo, manda uns trovão,
Porto Rico é de nação Nagô.
NO TOQUE DO MEU TAMBOR
Quando toco meu tambor,
Quando escuto o meu cantar.
É no reino de Ogum,
Que Porto Rico vai passar.
No toque do meu gongué,
No chiquichá dos meus agbês.
Tarol e caixa pra você,
Na marcação que eu quero ver.
“Porto Rico é de Nação Nagô”
]]>1)
Cheguei meu povo, cheguei pra vadiar
Cheguei meu povo, cheguei pra vadiar
Sou eu a Nação Estrela
não prometo pra faltar
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2)
Sou estrela do mar
Eu vivo a navegar
Eu sou!
Na ilusão do horizonte
Sou eu a estrela mais linda que há
=============================
3)
Olha a Costa Velha é Nagô Afã
Estrela Brilhante é Nação Germana
Vejo um quê na estela, tem um brilho sem igual
Uma luz tão fagueira ilumina a corte real
=============================
4)
Os tambores acariciam a noite
Sinhá Marivalda acordou
E o estandarte do Estrela chegou
Ôoo ôo ôoo
Bravos guerreiros que dançam com ira da dor
Luz nas escadarias do morro
O estandarte do Estrela chegou
Salve o rei, salve a rainha
do Morro da Conceição!
Eles descem o morro de branco
pra sambar maracatu
=============================
5)
Dança a rainha, vassalo e escravo
Todos os lanceiros e a corte real
Toque o batuque no baque virado
Dama de paço escute o compasso
Vem meu rei, embaixador e princesa também
Catirina olha o baque zuando
É o Estrela que já vem chegando
=============================
6)
Levante a bandeira que o mestre apitou
Com dama de paço o Estrela chegou
Chegou, chegou
Com baque parada e baque trovão
Com dama de paço escuta o refrão
=============================
7)
Quando os nossos tambores zoou
E a dama de paço girou
Meu estandarte brilhou
Porque sou Nação Nagô
Vem Nação Estrela Brilhante cantar
Bate forte os nossos tambores
Rufa a caixa, mineiro e ganzá
Joventina Erundina não deixa o tambor se calar
=============================
8)
Vovó falou e o Barão assinou
Vovó falou e o Barão assinou
Estrela Brilhante é Nação Nagô
Estrela Brilhante é Nação Nagô
Na marcação das alfaias
no tilintar do gonguê
no xiquexá das maracas
na marcação do agbê
=============================
9)
Toque o gonguê, balance o ganzá
É no baque virado que o Estrela vai passar
Cante sinhá, toque sinhô
Sou afro-africano e também Nação Nagô
=============================
10)
Mandei fazer uma casa com a janela voltada para mar
Para Dona Joventina, rainha de Portugal
Mandei fazer uma casa com a janela voltada para
Para Dona Erundina, rainha de Portugal
Quem foi que disse que o Estrela não saía?
O Estrela sai à rua com prazer e alegria!
Nesse beco escuro rodado a espinho (?)
Estrela Brilhante que vem no caminho!
=============================
11)
Foi na Virgem do Rosário
que os nossos tambores zoou
Zoou, zoou
Marivalda, a rainha, ela já se coroou
Canta minha nação, brilha o meu pavilhão
É no som dos tambores que Estrela é Nação Nagô
Canta toda nação, brilha o meu pavilhão
É no som dos tambores que Estrela é Nação Nagô